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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013


LIMPEZA PROFISSIONAL EM AMBIENTES HOSPITALARES

A limpeza nos ambientes hospitalares é imprescindível para a prevenção de infecções e contaminações dos pacientes, funcionários e demais pessoas que circulam neste meio diariamente.  

PRODUTOS DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO

A utilização de produtos de limpeza e de desinfecção, quando for o caso,

precisa estar de acordo com as determinações da Comissão de controle e infecção da instituição se houver. A sua seleção também deverá considerar os seguintes critérios:

ü  Natureza da superfície a ser limpa ou desinfetada, e se pode sofrer

ü  corrosão ou ataque químico.

ü  Tipo e grau de sujidade e sua forma de eliminação.

ü  Tipo de contaminação e sua forma de eliminação, observando microrganismos envolvidos, com ou sem matéria orgânica presente.

ü  Qualidade da água e sua influência na limpeza e desinfecção.

ü  Método de limpeza e desinfecção, tipo de máquina e acessórios existentes.

ü  Medidas de segurança na manipulação e uso. Caso o germicida entre em contato direto com funcionários, considerar a irritação dérmica e toxidade.


Produtos Químicos

Todos os produtos químicos apresentam algum risco para quem os manuseia.

O ideal é que a empresa responsável pelo fornecimento oriente e treine os usuários, demonstrando como utilizar corretamente e sem riscos para a saúde e/ou para as áreas a serem limpas, com o uso de medidas simples como a utilização de EPI (Equipamento de Proteção Individual).

Em qualquer diluição de produtos concentrados, os usuários devem seguir as

orientações do fabricante para obter o resultado esperado. As diluições devem ser feitas com muito cuidado, evitando respingos de produtos concentrados, tanto no auxiliar de limpeza como no ambiente onde está sendo feita a manipulação. Alguns produtos, principalmente os concentrados, podem causar irritação na pele, olhos, mucosas e até queimaduras nos operadores. Deve-se estar atentos às dosagens recomendadas, uma vez que nas dosagens manuais podem ocorrer erros na diluição, o que inclusive compromete a eficácia do produto. O recipiente onde está sendo diluído o produto deve estar limpo e ser lavado entre a diluição de um produto e outro.


As diluições devem ser feitas sempre acrescentado ao produto água e não

ao contrário, é obrigatório utilizar sempre um dosador para proceder à diluição.

O armazenamento deve ser feito em locais onde a temperatura ambiente não

apresente calor ou frio excessivos, distante de crianças e animais e/ou conforme outras orientações do fabricante, além de sempre estarem devidamente identificados. Produtos são conhecidos por seus nomes e não por suas cores. Um cuidado adicional é o de armazenar a solução de uso em recipientes fechados, evitando a contaminação do mesmo.


Engano comum no manuseio de produtos químicos para limpeza é achar que

misturar produtos aumenta eficácia, o que não é verdade. Essa mistura pode

produzir gases tóxicos, níveis de calor perigosos, danos a saúde e ao meio

ambiente, sem contar que a mistura pode neutralizar os produtos, invalidando a

aplicação.


COLETA DE LIXO

ü  Recolher o lixo antes de qualquer tipo de limpeza.

ü  As lixeiras deverão ser esvaziadas ao atingir 2/3 de sua capacidade.

ü  Lavar as lixeiras diariamente e sempre que necessário.

ü  O lixo deve ser recolhido sempre que for necessário.

ü  Acondicionar o resíduo biológico (Resolução 306-ANVISA, 358 CONAMA e NT426001 - COMLURB) em saco plástico branco leitoso.

ü  Acondicionar o resíduo comum (Resolução 306-ANVISA e 358 CONAMA e NT426001 - COMLURB) em saco plástico nas cores verde, azul ou outra cor que o EAS (estabelecimento de assistência a saúde) recomendar.

ü  O EAS que adotar o sistema de reciclagem, acondicioná-los em sacos

transparentes ( Lei municipal 3273 de.2001 -COMLURB).

ü  Manter os recipientes de lixo em locais afastados do tráfego de pessoas e fechados.

ü  Não colocar sacos de lixo pelos corredores, os mesmos devem ser

ü  armazenados no container do abrigo interno e encaminhados para o abrigo externo. No setor onde não houver abrigo interno os resíduos deverão ser transportados (em container) para o abrigo externo.

ü  As caixas para materiais perfurocortantes,deverão ser transportadas em

container específico, alternando com os outros tipos de resíduos.

ü  Não desprezar o conteúdo de um saco de lixo em outro saco maior.

ü  O carrinho que transporta o lixo não deve ser deixado nos corredores e nem em outro local de acesso a paciente, funcionários e ao público.

ü  No caso de haver derramamento de resíduos no piso ou em outra superfície, o mesmo deverá ser removido. Em seguida, proceder a técnica de limpeza do local, seguida por desinfecção quando necessário.


REFERENCIAS

SOUZA, V.H.S., MOZACHI, N., O hospital: manual do ambiente hospitalar. 6.ed.
Curitiba, Editora Manual, 2006.

Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto. Manual de Limpeza, desinfecção
e Esterilização em Unidades de Saúde. 2004

OPPERMANN, C.M. & PIRES L.C. Manual de biossegurança para serviços de
saúde, Porto Alegre PMPA/SMS/CGVS, 2003.

RODRIGUES E.A. et al. Infecções Hospitalares: Prevenção e Controle. São Paulo:
Savier.ed, 1997.

Resolução 306-ANVISA, 358 CONAMA e NT 426001 – COMLURB

Lei municipal 3273 de.2001 –COMLURB

http://vocesabendomais.blogspot.com/2009_08_01_archive.html


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